sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Depoimento

É muito bom quando conseguimos vencer um desafio. Esta disciplina foi sem dúvida um desafio.
O tema que escolhemos para nossa pesquisa tem sido muito falado ultimamente, mas o que pude descobrir é que não o conhecemos profundamente.
A inclusão digital não trata apenas de saber utilizar um computador, mas de desenvolver habilidades que o possibilitem aprender, comunicar e interagir através do uso do computador e suas diversas funções.
Uma das certezas provisórias de nosso projeto é que as iniciativas existentes para inclusão digital não são suficientes e não atingem a maioria da população, isso foi confirmado através da coleta de dados quantitativos como os da ABED, por exemplo, que diz que no Brasil 8% da população acessa a internet a partir de computadores localizados em casa, destes, quase 60% já concluiu o ensino médio e cursa ou já concluiu o superior. O número total de internautas no país não deve ultrapassar 11% da população.
Acredito que nossa aprendizagem foi bastante significativa, além de termos desenvolvido muito nossa autonomia e empreendedorismo.

Avaliação

Com o término desse programa de aprendizagem percebo que não foi tão complicado quanto imaginava. No início por não ser uma tarefa específica , por depender de muita pesquisa e por ser a distância, me assustei um pouco,mas com o tempo e a interação com as tecnologias digitais me proporcionaram apropriar-me das aprendizagens que estavam sendo vivenciadas. Meu grupo de trabalho me ajudou bastante nessa construção de conhecimentos, ocorreu uma boa interação entre os participantes e entre o tema estudado inclusão digital , compartilhamos idéias sobre o assunto e construimos conhecimentos sobre a construção do blog .
Refletimos muito sobre a inclusão digital e a exclusão social. Acredito que evoluimos e ampliamos muito nosso conhecimento sobre a informática na sociedade e a chegada da informática no ambiente escolar.
Essa construção do blog, para mim tornou-se muito significativa, pois é muito gratificante para o aluno(a) desenvolver um trabalho e visualizar seu crescimento e desenvolvimento, pois a aprendizagem torna-se com um sentido.
Percebo que cada dia que passa as tecnologias digitais estão cada vez mais presentes em nossas vidas.Trazendo mais velocidade de informações, agilidade e facilidade em comunicação e cabe a nós educadores buscarmos aperfeiçoamento para acompanhar o ritmo dessa tecnologia digital. Segundo Léa Fagundes : "O professor deve tornar-se um construtor de inovações. Compartilhando novos saberes com seus alunos e construindo aprendizagens que integram sua bagagem cultural, aproveitando os saberes dos alunos em sua prática de sala de aula.

Mais um semestre acabando...

Pois é, mais um semestre que está chegando ao fim... E muitas aprendizagens tivemos. Como as colegas já comentaram, tivemos, no começo dos trabalhos, algumas dificuldades de comunicação entre o nosso grupo. Mas conseguimos resolver e desenvolver, na minha opinião, um bom trabalho.
Foi, com certeza, um trabalho diferente, mas que nos trouxe um conhecimento muito interessante: o uso da tecnologia para auxiliar nas atividades escolares.
Acredito que crescemos muito como pessoas. Aprendemos a lidar com as "dificuldades virtuais" e conseguimos contorná-las.
Enfim, eu, e acredito que todo meu grupo, aprendemos muito e vamos continuar aprendendo.

Considerações

Ao pensar nas dificuldades que nosso grupo teve no início deste semestre, quando começamos nossa pesquisa, vejo que crescemos bastante.
No começo pensávamos: Mas como vamos fazer esta pesquisa sem conversar pessoalmente todas as semanas?
Com o passar do tempo, e após alguns desencontros, fomos aprendendo a lidar com esta dificuldade - do conversar sem se ver, e de fazer isso de fato mandando e-mails, telefonando, etc.
Por isso minha conclusão é a de que, mesmo que tenhamos falhado em nossa comunicação diversas vezes, todas crescemos.

A experiência que tivemos neste PA foi desafiadora também por outro motivo: o de pensar a educação de outras formas, buscando maneiras que resultem em uma aprendizagem significativa e questionando a forma como cada uma de nós, componentes do grupo, foi "educada" na escola.

Quanto a nossa pesquisa sobre "Inclusão Digital" creio que todas ampliamos nossa visão pois lemos artigos diversos sobre o assunto, sempre relacionados à exclusão/inclusão social; mas principalmente porque pudemos ver números e conhecer diversas iniciativas, governamentais ou não, realizadas em prol da inclusão digital. Iniciativas que desconhecíamos e/ou ignorávamos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

One Laptop per Child

Se cada criança no mundo tivesse acesso a um computador, que potencial poderia surgir? Quais problemas poderiam ser resolvidos?

No dia 28 de novembro fizemos uma postagem em nosso blog sobre o projeto Um Computador por Aluno (UCA).
Agora, nesta postagem, trataremos sobre One Laptop per Child (OLPC).

One Laptop per Child é uma fundação, fundada em 2005, por MIT professor Nicholas Negroponte.
A sua missão é dar oportunidade educacional para crianças pobres do mundo inteiro, proporcionando a cada uma o acesso a um computador forte (que possa ser carregado por todo e qualquer lugar), de baixo custo e que não necessita de muita energia. O conteúdo e software deste computador foi desenhado, projetado para uma colaborativa, divertida, autônoma aprendizagem.
Quando crianças têm acesso a este tipo de ferramenta elas se envolvem em sua própria educação. Aprendem, compartilham, criam e colaboram. Elas se conectam umas às outras, ao mundo e a um futuro brilhante.

Em seu site, http://laptop.org/en/, é claro:
Não é um projeto de informática. É um projeto educacional.

A OLPC não é um programa tecnológico, assim como o XO (nome dado ao computador distribuido) não é um produto no sentido convencional da palavra. OLPC é uma fundação sem fins lucrativos com um objetivo – um objetivo que vê crianças até mesmo das mais remotas regiões do globo tendo, recebendo a oportunidade de explorarem seu próprio potencial, de serem expostas a um mundo de idéias,e de contribuir para com uma cada vez mais produtiva e sã comunidade mundial.

Os países em desenvolvimento são o alvo desta iniciativa pois a maior parte dos quase dois bilhões de crianças no mundo em desenvolvimento não tem acesso a uma educação adequada.

O XO computador é a resposta da Fundação OLPC a esta crise. Em quase todo lugar em que o XO vai, a frequência nas escolas aumenta radicalmente, visto que as crianças começam a abrir suas mentes e a explorar seu próprio potencial.

Alguns dos países alcançados pela Fundação One Laptop per Child são: Haiti, Ruanda, Etiópia, Gana, Peru, Urugai, Afeganistão e os Campos de Refugiados Palestinos.

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Adicionamos dois vídeos sobre a fundação OLPC.
Estes vídeos estão em inglês e não possuem legenda, por isso segue abaixo uma explicação geral:

* OLPC é uma organização sem fins lucrativos e, portanto, as crianças são sua missão, não seu mercado;

* A OLPC segue 5 princípios:
1) As crianças ficam com os computadores para si - para que usem onde desejarem;
2) O foco está na educação inicial - crianças de 6 a 12 anos de idade;
3) Nenhuma criança "fica de fora" - crianças de todas a classes e escolas ganhem os seus computadores ao mesmo tempo;
4) Há conecção com a internet - há muitas coisas para aprender na internet;
5) Há liberdade para crescer e se adaptar.

* O XO laptop foi feito de tal forma que não necessita ficar muito tempo ligado a uma fonte de energia elétrica; é eficaz em lugares mais remotos, como áreas rurais; etc.

Com estas informações você entenderá os vídeos, se assisti-los.

(Fontes: www.amazon.com/xo; http://laptop.org/en/)
(Tradução: Miriã Zimmermann)

Minha avaliação

Chegamos a mais um fim de semestre...
É o momento de avaliar as atividades desenvolvidas.
Nosso projeto foi sobre inclusão digital. Sou professora de ensino médio a oito anos e creio que neste semestre a informática e a educação ficaram muito mais próximos de minha realidade.
São vários os motivos que me levam a crer nisto. Primeiramente relaciono nossa falta de tempo, muitas vez motivada pelo excesso de trabalho. As idéias até surgem de inovar as aulas, de usar novas tecnologias, mas falta tempo para pôr em prática nossas idéias e até mesmo falta preparo para isso. Cursos de informática mais específicos requerem gastos o que muitas vezes não é possível já que além das contas básicas ainda pagamos a universidade. Com a pesquisa que realizei com meus alunos pude perceber que realmente estamos numa era virtual. A linguagem dos jovens atualmente é totalmente voltada para esta nova era. Devido a este fato só nos resta mudar e creio que a universidade também deve fazer a sua parte. Para nós alunos é muito difícil esta mudança. Viemos de uma educação tradicional, onde o quadro verde e o giz eram as principais ferramentas de trabalho. O grande problema é que ainda não saimos desta fase. A maioria das aulas de meu curso ainda utilizam o quadro verde e o giz como principal ferramenta. Tive poucas aulas práticas. Tenho que buscar muita coisa por conta própria e isso é complicado. Não fui preparada para isso durante a minha vida inteira.
Apesar destas dificuldades vou me empenhar para que estas mudanças ocorram na minha vida profissional. Para o ano que vem, junto com meus colegas da escola, resolvemos montar algumas atividades diferenciadas onde vou aplicar muita coisa que aprendi aqui. Creio que será uma mudança bem motivadora para os meus alunos e que será de grande valia ao processo de aprendizagem.
Estamos encaminhando-nos para o final do semestre e é importante fazermos um balanço, dentro de nosso projeto de pesquisa, de quais foram as dúvidas que conseguimos responder, que certezas se mantém, etc.

Vou falar especialmente sobre uma de nossas certezas provisórias, pois esta não se confirmou, mostrando-no o quanto é importante buscar sempre informações sobre aquilo que não sabemos bem.
Certeza provisória:
- A maioria das propostas, e mais bem direcionadas, são projetadas e executadas por organizações não governamentais;
Segundo nossa pesquisa essa certeza provisória é apenas parcialmente verdadeira. A maioria dos projetos de Inclusão digital são executadas por organizações não governamentais, porém, muitas vezes financiadas pelo governo.
Dois importantes exemplos são os Pontos de Cultura e os Telecentros.
Sobre os Pontos de Cultura sabemos que são ações prioritária do Programa Cultura Viva, iniciativas desenvolvidas pela sociedade civil, que firmaram convênio com o Ministério da Cultura (MinC), por meio de seleção por editais públicos. Os Pontos de Cultura não tem um modelo único, nem de instalações físicas, nem de programação ou atividade. A gestão é compartilhada entre poder público e a comunidade. Para se tornar um Ponto de Cultura é preciso participar da seleção por meio de edital público.
Quando firmado o convênio com o Ministério da Cultura, o Ponto de Cultura recebe a quantia de R$ 185 mil (cento e oitenta e cinco mil reais) sendo parte do incentivo recebido na primeira parcela, no valor mínimo de R$ 20.000 utilizado para aquisição de equipamento multimídia em software livre (os programas serão oferecidos pela coordenação), composto por microcomputador, mini-estúdio para gravar CD, câmera digital, ilha de edição e o que for importante para o Ponto de Cultura.
Os telecentros, em sua maioria, são também financiados pelo Governo com parceria de ONGs, Organizações e Movimentos Comunitários na execução, tendo como objetivo central combater a exclusão digital.
Existem, certamente, algumas iniciativas e projetos de inclusão digital totalmente independentes do governo, mas diferente do que pensávamos, essas não são a maioria.

Dados de Pesquisa

Esta pesquisa foi realizada no mês de Outubro de 2008, no Município de Portão, com 432 alunos da única escola estadual de ensino médio da cidade. Os alunos têm entre 15 e 30 anos de idade.





Segue os dados coletados na pesquisa:
























































terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Léa Fagundes

Léa Fagundes é gaúcha, tem 58 anos de magistério, é coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e dedica-se há mais de 20 anos à informática educacional Psicóloga, com mestrado e doutorado com ênfase em informática e conferencista internacional requisitada, Lea Fagundes preside atualmente a Fundação Pensamento Digital, organização não governamental que dissemina a computação entre populações carentes.

No link abaixo, saiba um pouco mais sobre ela e veja uma entrevista dela:

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0172/aberto/mt_86784.shtml

Pensamento Digital:
http://www.pensamentodigital.org.br/

Valeu!!!